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Desafios técnicos do vidro para mega torres 

A CASA DO DESERTO

O vidro para mega torres (i.e. arranha-céus com mais de 600 metros de altura) é tido muitas vezes como garantido em termos das suas funções técnicas. No entanto, a tecnologia do vidro super-resistente que cobre as mega torres de hoje em dia – como a Burj Khalifa, no Dubai – é tão crucial para o desempenho dos edifícios como o betão e o aço no interior.

 

Quando se fala de mega torres, o desafio principal são as cargas de vento, as diferenças de temperatura e altitude, e a condensação.

 

Ao nível do solo, o vento é cortado pelas árvores e demais edifícios, mas à medida que o edifício vai subindo em altura, estes obstáculos desaparecem. A torre enfrenta a força integral, e sem qualquer obstrução do vento.

 

Outros dos fatores essenciais são a luz e o calor. Por causa da sua massa de calor interna, as mega torres tendem a necessitar de ar condicionado permanente, mesmo nos meses mais frios do ano. O ar condicionado é o maior custo energético de um arranha-céus. As mega torres configuram ainda um desafio único: não só possuem uma massa interna de calor, como uma boa parte da sua altura está acima da dos seus vizinhos, inteiramente exposta ao sol. E ainda por cima, uma boa parte delas tendem a situar-se nas regiões desérticas do Médio Oriente, África e Sudoeste Asiático.

 

Para complicar ainda mais as coisas, a ‘pele’ das mega torres é hoje constituída quase inteiramente por vidro, com uma preferência por superfícies de vidro de grandes dimensões que ofereçam o máximo de visão desobstruída. 

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